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O Monastério

Tal logo se sobe pela trilha íngreme que desata ao redor do Bosque de Ossolinsk, avista-se a Abadia de São Vlas o visitante casual não é espantado pelas muralhas que a circundam por todos os lados, mas pela singularidade do Edifício que se ergue sobre o planalto.

O Edifício é uma construção octogonal, que lembra um tetrágono. Visto de sua base, parece que a rocha se estende da terra até as bordas do próprio céu, sem a incidência de tinta ou qualquer outro embelezamento. Três fileiras de janelas dão o ritmo trinário à sua sobrelevação de modo que aquilo que é fisicamente quadrado na terra, torne-se espiritualmente triangular no céu.

Ao aproximar-se das muralhas percebe-se que a partir de cada um dos ângulos da base quadrangular do Edifício, elevam-se colunas heptagonais das quais cinco lados projetam-se para fora.

Após o portal, (que é a única passagem pela muralha), abre-se uma Alameda arborizada que conduz à Igreja da Abadia. A esquerda da Alameda estende-se uma vasta zona de hortos, onde o Jardim Botânico se alastra ao redor de duas casas de banho, do Hospital e do Herbanário, que costeiam as curvas da muralha.

No fundo, à esquerda da Igreja é que se situa o Edifício, separado desta por uma esplanada coberta pelos túmulos dos monges que faleceram a serviço de Deus. O portal norte da igreja dá para a face meridional do Edifício, que logo em seguida liga-se com a muralha, demarcando a fronteira com o íngreme precipício que se estende até encontrar as águas límpidas do Vistula.

À direita da Igreja situa-se o Convento, e algumas construções que o circundam, tais como o Dormitório, a Casa do Abade e a casa dos Peregrinos cuja frente é tomada de um belo jardim.

No lado direito ao longo da muralha existem uma série de alojamentos que se constituem especificamente no Estábulo, Moinho, Adega e a Casa dos Noviços. Os monges trabalham nos campos de trigo e de cevada, criando também alguns animais para leite, ovos e carne. Todo complexo é sustentado exclusivamente com o trabalho dos monges e noviços, o excedente não perecível da produção é estocado para o inverno no Celeiro, em anexo às construções supramencionadas.

O Monastério foi construído sobre um terreno pouco ondulado e pedregoso. Seu portão abre-se exatamente para o Ocidente, de modo que o Coro e o Altar ficam voltados ao Oriente, e o sol de manhã cedinho surge para acordar tanto os monges nos dormitórios como os animais nos estábulos.

A construção do Edifício certamente inspira a idéia de ele ser muito mais antigo do que todas as outras estruturas ao seu redor. Talvez tenha sido construído com outro intuito em tempos mais remotos, e as construções posteriores acabaram por circundarem-no, (porém sempre de modo que sua orientação respeitasse o posicionamento físico da Igreja).

É nos primeiros dois andares deste torreão que se encontra o Scriptorium, responsável pelo grande reconhecimento do local como um centro de eruditos, bem como por seus serviços constituírem fonte de renda constante para a Abadia. O Scriptorium é adornado por várias mesas e estantes, com grandes janelas para que a luz possa ser utilizada durante o dia pelo máximo de tempo possível.

Não tão famosa é a Biblioteca que existe nos andares superiores ao Scriptorium. Apenas dois mortais, em toda abadia, perambulam por esta reservada Biblioteca. E na verdade seu acesso é ainda mais restrito (e perigoso) do que aparenta. Também pudera, os volumes contidos ali são de valor inestimável a uma miríade de cainitas poderosos. Se por acaso vazasse o conhecimento de que estes tomos se encontram em um lugar tão despretensioso, certamente uma maré negra afogaria Ossolinsk sem demora.

Aquilo que não se vê:

Muitas décadas atrás, o próprio Amadeus Marek esteve envolvido na fortificação e expansão da estrutura do Monastério. Desta forma, adaptou diversos aspectos da construção de acordo com suas necessidades. Possivelmente nunca ninguém além do próprio Tzimisce descobrirá todos os caminhos ocultos e passagens secretas construídas na Abadia.

A única certeza é que o Edificium trata-se da construção original, que já pertencia ao local muito antes da chegada dos vampiros ao local, e que por sua vez orientou todas as demais construções – e embora tenha sido reformado internamente para atender as expectativas de seu residente cainita, ainda mantém segredos que nem mesmo Amadeus suspeitaria.

(ok, mas que segredos são esses? Um elevador mágico? rsrs tenho que trabalhar nisso)


MORADORES DA ABADIA EM DESTAQUE

•O iluminador – (Adelmo de Otranto) – primeiro a morrer, cai da muralha. •O tradutor – (Venâncio de Salvemec) – segundo, envenenado por Adso (livro). •O esquisito ajudante de bibliotecário – (Berengário de Arundel) – terceiro

  • O estudante de retórica ambicioso – (Bêncio de Upsala) – flagra Adso, quarto
  • O corcunda – (Salvatore de Montferrat), experimento Tzim. Morre Inquisição.
  • O despenseiro – (Remigio de Varagine) – fé verdadeira, queimado p/ Inquisição.
  • O Abade – (Abo de Fossanova) – armadilha mortal de Adso, sétimo a morrer.
  • O Bibliotecário – (Malaquias de Hildesheim), carniçal, morto num frenesi.
  • O venerável ancião cego do Scriptorium – (Jorge de Burgos), carniçal Tzimisce
  • O velho monge italiano, meio senil. (Alinardo de Grottaferra)
  • O vampiro Amadeus Marek [a.k.a. Zaliko Bogescu], do clã Tzimisce.
  • O herborista – (Severino de Sankt Wendel)
  • O noviço que veio de fora – (Adso de Melk) infiltrado, carniçal Tremere. FDP.
  • O franciscano habitante temporário (William de Baskerville). Foi ele quem (insuspeito), trouxe o espião Tremere até a Abadia. Distingue-se pela perspicácia e grande humildade. Adso descobriu que este mortal é uma fraqueza de Amadeus Marek, que tinha planos para abraçá-lo.

Outros monges estrangeiros que habitam a Abadia:

  • Nicolas de Morimondo – Responsável pelo moinho.
  • Aymaro de Alexandria – Monge comerciante, principal contato com a aldeia.
  • Pacífico de Tivoli – Responsável pelos estábulos do monastério.
  • Waldo de Hereford – Supervisiona o cultivo dos hortos e do jardim botânico.
  • Magnus de Iona – Assistente do Abade. Carrega sua vontade pirâmide abaixo.
  • Patrick de Clonmacnois – Responsável pela adega e produção das bebidas.
  • Rabano de Toledo – Só fica fofocando pra caralho, o dia inteiro.

PEÕES DO VAMPIRO DA ABADIA:

O Senescal Abo de Fossanova, o Abade. Encarregado dos pequenos detalhes de funcionamento do sanctum, o senescal fala com a voz do mestre enquanto orienta os demais servos do refúgio.

Os Soldados Jorge de Burgos, cego, rabugento, filósofo, gênio louco, envenenador. Malaquias de Hildesheim, o Bibliotecário. Sentinela do refúgio. Salvatore de Montferrat, corcunda. Artista. Experimento Tzimisce. Besta. Berengário de Arundel, gordinho viado. Pele branca e molhada como um peixe, capaz de atravessar o Vistula mergulhando.

Amadeus emprega alguns carniçais para vigiar seu santuário e as terras circunvizinhas. Quando enviados a campo podem atuar como membros de um bando de caça liderados por um mestre. Suas habilidades são muitas vezes reforçadas pelos poderes de Vicissitude.

O Servo (o Gangrel) É o elo do mestre com o mundo fora de seu refúgio. Ele é como o recrutador da Muralha. Tem permissão de ir e vir como um mensageiro. Um soldado experiente que muitas vezes pode servir como “Dragão”.

O Cortesão (o Salubri) Nos raros casos em que os Tzimisce têm interesses que se estendem para além de suas muralhas, eles costumam fazer uso de nobres menores que atuam como seus agentes e emissários. Na maioria das vezes, estes cortesãos são nativos das terras em que o Tzimisce mantém seus interesses, preferem que seus lacaios façam uso de sua familiaridade com a terra e seu povo.

Os domínios e a hospitalidade de um Tzimisce:

Um vampiro do clã Tzimisce é tradicionalmente um ser muito reservado, colocando grande valor na santidade do seu refúgio. O clã tem uma série elaborada de protocolos baseados em torno da hospitalidade. Qualquer convidado a um refúgio Tzimisce é protegido pelo anfitrião com sua não-vida; ao passo que invasores são perseguidos até os confins da Terra e punidos das formas mais horríveis e persistentes. Adicionalmente, qualquer Tzimisce é obrigado a prestar santuário a outro membro do clã por até 3 noites, após as quais tem a faculdade de expulsá-lo caso assim desejar.

Surpreendentemente, os redutos Tzimisce não são tão confortáveis ou bem conservados quanto as habitações dos Ventrue e Toreador. Aparentemente amenidades destinadas aos mortais pouco importam aos vampiros deste clã e portanto a Abadia que abriga Amadeus Marek é bem rústica e despida de confortos.

No que se refere ao cenário político, o Monastério é considerado uma cidade independente dentro da aldeia de Ossolinki, e muito embora as regras da nobreza prevaleçam em caso de conflito com esta potência, praticamente não existe ingerência nos assuntos internos daquele lugar (a não ser é claro, por outros escalões maiores dentro da própria Igreja).

Sendo assim, em teoria, o Abade é a autoridade máxima dentro daqueles muros e o respeito por essa autoridade é reforçado através de um estrito controle da entrada e saída de bens e pessoas através das muralhas - e de fato, para quem vê de fora, a disciplina dos monges lembra quase uma unidade militar em exercício, (mesmo que tal hipótese seja completamente infundada).

ReferênciasEdit

Sei lá..

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