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POLÔNIA, aspectos políticos (parte 1) – Origens e formação do Reino Polonês

Sistema: Vampiro - Idade das Trevas

Narrador: Rafael Dugatto

Cenário: Polska by Night

Local: Reino da Polônia

Data: por volta de 1102 – 1138

 

ETNIAS DA REGIÃO HOJE CONHECIDA COMO POLÔNIA:

Os povos eslavos que viviam na área região que formaria a Polônia dividiam-se em três grandes grupos: os POLES ao longo do Rio Wartha. Já na região central do Rio Vistula se estabeleceram os MASÓVIOS e mais ao norte, na beira do mesmo rio, os WISLANOS.

A região da Silésia era habitada pelos OPOLES, GOZLESINTIANOS e SLENZANOS, mais os norte, na costa do Mar Báltico, entre os rios Vistula e Óder viviam os PRÚSSIOS, um povo Báltico não eslávico, mas que em linguagem e cultura se assemelhava muito com os LITUANOS.

Os rios poloneses, similarmente aos russos, eram rotas comerciais. As pioneiras cidades de PÓZNAN e KRUSCHWITZ têm sido centros comerciais há diversos anos. Elas foram a base de poder para os Duques polacos da Dinastia Piast.

===ORIGENS DO REINO DA POLÔNIA ===

De acordo com o mito Polaco, as nações eslávicas traçam suas origens até três irmãos que vagavam pelas florestas do Leste Europeu, cada um seguindo caminhos separados para fundar suas respectivas famílias, que haveriam gerado os povos que habitam estas terras.

Analisado com um pouco mais de interesse científico, este conto descreve de maneira bem apurada as graduais migrações das primitivas populações eslávicas seguido do colapso do Império Romano. Com o advento da Idade das Trevas, cerca de vinte tribos começaram a formar estados entre do ano de 800 d.C. e 960 d.C. Uma dessas tribos eram os Poles ou  Polacos (“Povo da planície”), assentados nos aplainados que eventualmente formariam o coração da Polônia, emprestando seus nomes ao País. Com o tempo, os modernos Poles emergiram como os mais vasto grupo eslávico, estabelecendo-se nas regiões a leste da Germânia tendo como vizinhos seus primos étnicos, os Tchecos e Slovakos ao Sul.

Apesar de existirem convincentes evidências de organização política e social anteriores, o costume nacional definiu que a data que marcou o início da contagem da história da Polônia como um país foi o ano de 966, quando o Príncipe Mieszko aceitou o Cristianismo em nome do povo sobre o qual reinava. Em troca, a Polônia teve reconhecida sua soberania como um principado individual, devendo algum grau de tributo ao Império Germânico (que mais tarde ficou oficialmente conhecido como Sacro Império Romano) que, sob o comando de Otto I, era uma força expansionista no Oeste em meio ao X século.

Mieszko apenas aceitou o batismo se viesse diretamente de Roma, desta forma não se submetendo à Igreja Alemã, o que invariavelmente implicaria na subsequente anexação dos territórios poloneses aos germânicos. Esta estratégia inaugurou a íntima conexão entre a identidade nacional polonesa e o catolicismo romano, que passou a se tornar proeminente na história dos polacos.

Mieszko é considerado como o primeiro governador da DINASTIA PIAST (nome de um lendário camponês que fundou a família), que durou por quatro séculos. Entre 967 e 990, o Duque conquistou uma quantidade substancial de território ao longo do Mar Báltico e na região conhecida como Baixa Polônia (ou Pequena Polônia) ao sul.

Ao tempo que ele oficializou sua vassalagem para com a autoridade da Igreja Católica do Vaticano no ano de 990, Mieszko havia transformado o reino em uma das mais poderosas forças do Leste Europeu.

 

DA FUNDAÇÃO DO ESTADO ATÉ A ÉPOCA DA CRÔNICA:

Em 963, o duque Polaco MIESZKO adquiriu soberania imperial por prometer o pagamento de tributo ao Sacro império romano germânico. Em 966 ele casou-se com a filha do cristão Duque da Boêmia, desta forma aceitando o BATISMO. Com ele, o povo converteu-se à CRISTANDADE.

 

A influência do imperador Otto do Sacro Império Romano Germânico aumentou sobre a Polônia dada a força expansionista que os alemães representavam por causa da legitimidade conferida à eles pela Igreja Católica – o filho de Mieszko, BOLESLAW, cresceu na corte de Otto como um refém para garantir a continuidade da lealdade do Duque.

Foi então que o Grão-Duque da Polônia, de modo a contrabalançar a influência do Imperador germânico, fez da Polônia um presente simbólico a São Pedro (o fundador da Igreja) no ano de 990. Sendo assim, com o protetorado da Igreja Católica, começou a reconquista da Pomerânia, uma território que há muito cobiçava.

O filho e sucessor do Duque Mieszko recebeu o nome de Boleslaw I (992-1025), mas ficou conhecido por sua alcunha ‘o Bravo’, após uma vida inteira construindo em cima das aquisições de seu pai, tornando-se o mais bem sucedido monarca dos primórdios da era medieval.

Inicialmente Boleslaw apenas seguiu com a política do pai, que consistia em aplacar os germânicos enquanto tirava vantagem de quaisquer controvérsias naquele governo para conquistar territórios sempre que possível. Em pouco tempo o novo rei derrotou os Wislanos, Slezanos, Opoles e Golensitianos, povos que prestavam vassalagem à Boêmia. Chamando atenção desta maneira, não demorou muito para que o conflito entre Poloneses e Boêmios também ocorresse.

Após suas campanhas vitoriosas no oeste, um tratado de paz foi assinado com a Boêmia, e Boleslaw viajou à Prússia para vingar a morte do missionário ADALBERTO, que havia sido assassinado e sepultado naquelas terras. E após ser bem sucedido no cerco à cidade, retornou para sua terra natal trazendo consigo o cadáver e demais relíquias religiosas do missionário Adalberto.

O mártir foi beatificado como São Adalberto e sepultado no que daqui em diante seria conhecida como Arquidiocese de Gnieszno. Até mesmo o próprio imperador Otto III visitou Gnieszno na expectativa de banhar-se na glória da conquista polaca e quem sabe abocanhar algumas das relíquias para si mesmo, porém não foi bem sucedido nesta empreitada – o que elevou sensivelmente a tensão entre as duas nações.

Após a morte do imperador Otto III em 1002, foi a vez de Boleslaw visitar HENRY II, o herdeiro e agora imperador do Sacro Império Romano Germânico, na expectativa de obter reconhecimento como um verdadeiro Rei. Entretanto Henry não estava inclinado a trocar seu apoio sem que lhe fossem pagos pesados tributos e  Boleslaw, frustrado em seus esforços para constituir uma parceria igualitária com o Sacro Império Romano, ergueu seus exércitos e foi à luta, anexando vários territórios vizinhos em uma série de guerras contra seu opressor imperial nos idos de 1003 e 1004. Diante deste quadro de instabilidade, o Sacro Império Romano Germânico então perdeu o controle sobre a população eslávica entre os rios Elbe e Óder forçando o Imperador Henry II a costurar um tratado de paz em 1013, abrindo mão do território da Lusatia em favor de Boleslaw.

Tal iniciativa não foi capaz de cessar completamente as hostilidades até que, finalmente, no ano de 1025, Boleslaw foi finalmente coroado Rei polonês – contando com o apoio e reconhecimento de Henry e da Igreja Católica perante os demais Príncipes europeus. Semelhante a nenhum outra nação do oeste (exceto pelo próprio império germânico), a Polônia obteve agora o status de Reino e podia reclamar total independência.

Após essa pacificação dos conflitos com o Ocidente, o conquistador polaco Boleslaw virou-se para o Oriente, estendendo as fronteiras de seus domínios até os limites do que atualmente é a Ucrânia. Logo após sua morte em 1025, Boleslaw foi reconhecido como o primeiro rei de uma Polônia completamente independente e soberana.

Sob o reinado de seus sucessores, a Lusatia foi perdida novamente, e o estado desintegrou-se. Entretanto, um de seus herdeiros chamado KAZIMIR I unificou a Polônia novamente e restabeleceu a Igreja. Ele fez da Krakóvia sua residência permanente, com o Wawel tornando-se o castelo real.

A região ao redor da Krakóvia veio a ser chamada de BAIXA POLÔNIA, ao contrário da Região de Gnieszno-Póznan (a ALTA POLÔNIA). E um grande número de MONASTÉRIOS BENEDITINOS encontravam-se apenas relaxadamente nas mãos dos Polacos, pontilhando os territórios – enquanto as missões na Pomerânia (uma região que o Imperador manteve sob vassalagem a partir de 1135), precisaram ser reiniciadas novamente.



POLÔNIA, aspectos políticos (parte 2) – Linhagens dos reis e a guerra dos tronos

Sistema: Vampiro - Idade das Trevas

Narrador: Rafael Dugatto

Cenário: Polska by Night

Local: Reino da Polônia

Data: por volta de 1102 – 1138

Os governantes da Polônia até o início da crônica...

1 - O responsável pela unificação política da Polônia foi o Duque Mieszko, que conseguiu isso cessando hostilidades contra as ordens da Igreja Católica. O Duque aliou a Polônia ao Cristianismo através de seu batismo no ano de 966 de modo a remover a legitimidade da expansão Germânica em nome da Igreja Católica.

MIESZKO foi o primeiro Grão-Duque da história polonesa, embora nunca tenha sido coroado Rei. Entre os traços marcantes de seu reinado estão as expedições militares bem sucedida ao porto de JULIN no delta do Óder em 963, e a conquista dos Masóvios. O duque passou a vida tentando estabelecer seu reinado sobre os POMERÂNIOS, porém jamais conseguiu consolidar seu domínio sobre a região.

2 – Boleslaw (o Bravo), filho mais velho e herdeiro de Mieszko, tornou-se o primeiro Rei polonês. Ele se viu livre para empreender campanhas militares com objetivo de assegurar seu reinado já que tinha a garantia de que toda a cristandade não se ergueria contra suas pretensões. Através da guerra e manipulação unificou a Polônia, trazendo todos os duques sob seu estandarte. Conquistou diversos territórios adjacentes.

Pela aquisição das relíquias de São Adalbert em uma de suas campanhas militares, foi capaz de transformar Gnieszno em um centro eclesiástico poderoso, e a cidade foi estabelecida como o assento da Arquidiocese polonesa. Este foi um passo crítico para a independência polaca, uma vez que estabeleceu uma organização permanente e independente da Igreja em território polonês. As dioceses dependentes foram estabelecidas em Wroclaw, Krakow, Poznan e (futuramente Kislansky).

3 - Lambert (Mieszko II) Foi o segundo filho de Boleslaw, o Bravo. Dizem as más línguas, que assassinou seu irmão mais velho durante um banquete no castelo, no mesmo dia em que seu primeiro herdeiro nasceu (o episódio ficou conhecido como o “Banquete Tenebroso”).

Foi um rei erudito e modernizou o estado polaco. Organizou pilhagens bem sucedidas na Saxônia e seu talento estratégico nas incursões militares iniciais atraíram os olhares de diversos rivais. O restante de seu reinado se passou em uma guerra defensiva contra as forças combinadas da Germânia, Boêmia e principados de Kiev.  Perdeu os territórios conquistados por seu pai.

4 – Casimir I (o restaurador), filho de Lambert, era muito jovem para governar – o que eventualmente o levou a fugir do país. Durante seu exílio, o jovem Casimir pensou seguir o caminho do clero, mas foi dissuadido por alguns de seus parentes que testemunharam os horrores das revoltas pagãs que destruíam a Igreja polonesa enquanto os usurpadores governavam.  Em sua ausência o estado desintegrou-se e Gnieszko foi saqueada pelos Boêmios – as relíquias de São Adalberto roubadas e levadas para Praga.

Retornou adulto para a Polônia, casado com uma princesa de Kiev (que lhe providenciou apoio necessário para recuperar a coroa). Teve que restabelecer a Igreja e a unidade do reino. Nesta época a Pomerânia novamente escapa das mãos Polonesas, e não foi convertida até o século 12. Ficou conhecido como “O restaurador”. Um rei de rabo preso com a nobreza de Kiev.

5 – Smyáli, (Boleslaw II, o cruel) foi o próximo rei. Filho mais velho de Casimir, neto de Vladimir o Grande, de Kiev. Ficou conhecido como “Bolesław II, o generoso”, mas também como “o Insolente” e “o Cruel”. Foi um dos maiores (e mais impiedosos) governantes da história da Polônia. Foi o primeiro governante a cunhar sua própria moeda em prata. Muito expandiu o tesouro real, consolidando relações diplomáticas com os países vizinhos através de casamentos ou alianças militares. Abriu as portas da Polônia para os monastérios Beneditinos.

Smyáli era conhecido por seus rompantes de violência. Em uma de suas campanhas, massacrou um Bispo da Krakóvia juntamente com todos seus fiéis (ganhando severa desaprovação do Papa). Antes de sofrer a excomunhão, entretanto, foi envenenado e morreu aos 40 anos de idade.

6 –Herman (Ladislav I) príncipe da Polônia e irmão do rei, ascendeu ao trono quando Smyáli foi assassinado e seu herdeiro (Mieszko Bolesławowic) tinha apenas 10 anos de idade.

 Um Sejm foi convocado e os nobres decidiram que o jovem Mieszko II iria continuar governando a Krakóvia, porém o reino da Polônia seria regido por seu time Herman (que passaria a se chamar Ladislav I). Mieszko II seria efetivamente o segundo na linha de sucessão (e teria a coroa após a morte de seu tio). Herman que tinha apenas um filho bastardo (chamado Niev) teve que engolir o sobrinho como segundo na linha de sucessão (pelo menos até o trágico assassinato do jovem, vitimado por um veneno muito semelhante ao que atingiu seu falecido pai).

Após sua coroação Herman foi casado com a filha do Duque da Bohemia (de forma a melhorar a relação entre os estados), porém só teve um filho após alguns anos de casamento (levantando suspeitas quanto a veracidade de sua paternidade). O herdeiro ‘legítimo’ passou a se chamar Jan, porém mais tarde ficou conhecido pela alcunha Bolesław III, o Boca-Torta.

7 – Concorrentes mais fortes ao trono:

1 ) Mieszko II, Boleslawowic, Duque da Krakóvia, filho do rei assassinado Smyáli. 30 anos de idade. Extremamente cruel, é aquele tipo de governante que ninguém quer.

2) Ivan, o boca-torta: guri de 12 anos filho legítimo de Herman com uma princesa boêmia (embora tenha paternidade questionada).

3) Niev, o bastardo: apesar de ser bastardo sempre foi tratado como filho preferido do pai, e foi senescal por um longo tempo. Niev é a mão do rei de fato. Do alto de seus 40 anos, é quem efetivamente rege a Polônia.

O que está acontecendo agora na política polonesa:

·         Herman foi rei por 20 anos até que a idade o alcançou. Encontra-se muito doente, em seu leito de morte. O primeiro trovão da tempestade futura, vem de Gdansk e Pomerânia, que se revoltam e declaram independência antecipando a iminente guerra pela sucessão.

Problemas na sucessão ao trono':

·         O filho bastardo do Rei, Niev, seria a melhor opção: educado, grande orador e feroz comandante em batalha. Já conhece a função e por isso conta com apoio da maioria dos Slazlachta[file:///C:/Users/Seven/Desktop/R.%20DuGaTTo/RPG/Poland%20by%20Night/Aspectos%20do%20Dom%C3%ADnio/Pol%C3%B4nia,%20aspectos%20Pol%C3%ADticos%20pt%202%20-%20Linhagens%20dos%20Reis%20e%20guerra%20dos%20tronos.docx#_ftn1 [1]].

·         O próximo na linha de sucessão é o príncipe da Krakóvia: Mieszko Bolesławowic, um títere dos Húngaros na Polônia. Conta com a simpatia dos tradicionalistas, apoio dos reis Húngaros e seus aliados.

·         O rei teve um filho legítimo, Ivan, “Boca-Torta” (pejorativamente). Que ainda é jovem enquanto pai encontra-se no leito de morte. Conta com apoio dos tradicionalistas e dos governantes Boêmios.

·         Os três partidos disputam o apoio da Igreja Católica, muito embora o Niev esteja (pelo fato de ser um bastardo) mais preocupado em conquistar apoio dos pagãos.


[file:///C:/Users/Seven/Desktop/R.%20DuGaTTo/RPG/Poland%20by%20Night/Aspectos%20do%20Dom%C3%ADnio/Pol%C3%B4nia,%20aspectos%20Pol%C3%ADticos%20pt%202%20-%20Linhagens%20dos%20Reis%20e%20guerra%20dos%20tronos.docx#_ftnref1 [1]] Slazlachta é o nome tradicional dado aos nobres do reino da Polônia. No futuro, o nome Slazlachta será o tradicional nome dado aos carniçais de guerra Tzimisce que engordam as fileiras do Sabá.

Polônia, aspectos Políticos (parte 5) – Reinos e governantes vizinhos

Poderes Mortais do Báltico

Andreas II – Rei da Hungria. Apesar do poder considerável e da extensão de seu reinado, Andreas é um Rei fraco, incapaz de controlar seus nobres e barões. Sua tentativa de comprar sua lealdade com o édito do Touro Dourado apenas enfraqueceu ainda mais sua influência. Ele é o responsável por chamar os Cavaleiros Teutônicos até a Hungria, (e eventualmente deverá ser responsável por expulsá-los, ou morrer tentando).

Ivan Asen II – Tsar da Rutênia. Descendente direto de Ivan Aesen que lutou para libertar seu país do jugo Bizantino. Aesen II reina sobre a Bulgária no apogeu de seu poder e está determinado a fazer sua nação ainda mais poderosa. Até o momento, não forçou sua passagem através dos territórios poloneses, mas nunca se sabe o que novas administrações são capazes de fazer.

Konrad – Duque de Lódz. Um dos mais influentes duques dos estados independentes Poloneses, Konrad convocou a ajuda dos Cavaleiros Teutônicos em suas batalhas contra os prussianos. Esta decisão o tornou em um aliado (peão) potencial de Lorde Hardestadt do Clã Ventrue, embora Konrad permaneça ignorante a este fato.

Leszek – Duque da Krakóvia. Apesar de manter sua influência e poder dentro de uma das maiores cidades polonesas, Leszek é um governante fraco e impotente, que usa o que resta de sua autoridade para se entregar a quaisquer atividades que satisfaçam seus apetites carnais. Sua família tentou, sem sucesso, moldá-lo em um governante “de verdade”.

Patryn – Padre dos Bogomilos operando em Sandomiérz. Em conjunto com a Capadócia Amalia ele pretende “redimir” os Cainitas (não-Capadócios, é claro) através de confissões forçadas e da “purificadora” morte-final sob os raios do sol.

Vidor – Arcebispo de Gniezno. Está determinado em elevar a cidade de Póznan ao status de diocese, amadurecendo o poder da Igreja polonesa. É um homem ambicioso, que possui pouco respeito pelo poder secular do Estado.

Príncipes Cainitas da Polônia:

Lady Unre – (Capadócia de 5ª geração) Governante de Sandomiérz. Um poder relativamente novo no cenário, tendo conquistando seu domínio um século antes de Russel Hámundr destruir Noritz. Alguns Cainitas dizem que ela é insana como um Malkaviano, outros, que ela busca liberar forças que poderiam destruir todas criaturas da região.

Caçador Cinzento – (Gangrel de 6ª geração) também conhecido pelo nome Akhai, Patas Negras, ele mora na floresta de Byalystok e é o mais próximo de um Príncipe na região, mesmo recusando reclamar tal título. Esse vampiro protege as cidades dos abusos de outros Cainitas, não por qualquer lealdade, mas porque planeja destruí-la ele mesmo. O Caçador Cinzento era originariamente de 7ª Geração até seu encontro com um Nosferatu bestial uma década atrás.

Jharkav – (Malkaviano de 7ª geração) autoproclamado Arcebispo de Póznan e Gniezno. Jharkav acredita em seu dever divino de testar a fé das criações de Deus, e está amplamente engajado em numerosas atividades ocultistas que jamais seriam toleradas pelos outros Cainitas da Polônia. Sua influencia, assim como a de suas cidades, vem lentamente crescendo conforme mais devotos migram para lá. A luz de Kislansky entretanto, enciúma Jharkav e as harpias de sua corte fofocam que ele mantém unilateralmente uma amarga rivalidade com o príncipe Russel.

Russel Hamundr – (Ventrue de 5ª Geração) Há pouco menos de 50 anos ele é o Príncipe de Kislansky. Aparentemente recém desperto do estado de Torpor, este ancião vampírico levava uma vida nômade através da Eurásia com a finalidade de absorver as mudanças que haviam transcorrido durante seu período de hibernação, até o dia em que chegou à corte do voivode Noritz, um poderoso e cruel Tzimisce que dominava o centro do reino polonês. Russel foi inicialmente bem recebido pelo Voivode, porém ao longo de um curto lapso de tempo foi insultado e desafiado para o ritual de monomancia, o qual logrou êxito, sobrevivendo e abocanhando o feudo de Kislansky como espólios de batalha.  Aparentemente, Russel pretende pacificar os Tzimisce da Polônia e transformar a região em um modelo de igualdade baseado no Senado Eterno, de Roma.

Vysia – (Tzimisce de 6ª geração) Voivode da Katowicia. Apesar de jamais deixar seu refúgio, é reconhecido como um respeitado diplomata, algo raro entre os Tzimisce. A autoridade de Vysia em seu domínio é frequentemente ameaçada pelos rivais fronteiriços, portanto a luta o deixou afiado e sempre alerta. Ele é polido, agradável, e moderado em suas relações, mais interessado em patrocinar a riqueza e a prosperidade em seu domínio do que desperdiçar recursos preciosos nas lutas internas do clã. Por trás desta fachada de civilidade, porém, as más línguas afirmam que ele é um mestre na intriga, brilhante e vingativo.

Olek, o cão penitente – (Nosferatu de 6ª geração) Príncipe de Lublin. Até pouco tempo atrás, Olek foi forçado a devotar a maior parte de seus esforços para proteger seu Senhor, Angiwar, das maquinações de seus inimigos. Agora, com Angiwar em profundo torpor, Olek pode voltar sua atenção para outros assuntos. Ninguém sabe para que lado ele se voltará nas batalhas que fragmentam a Polônia, mas seu poderio é realmente grandioso – agora que ele pretende usá-lo – e poderia virar a maré de qualquer conflito que ele participe. Olek usa este fato para angariar favores de todos os lados, e ele ainda está se preparando para escolher seus aliados.

Byelobog (Tzimisce de 4ª geração) – Voivode entre os Voivodes, deus branco do norte. Ele passa cada vez mais tempo em torpor, rumores dizem que gasta seu tempo tateando o plano astral com sua consciência a partir das catacumbas de Olsztyn, até que poucos anos antes da chegado de Russel Hámundr, todas suas atividades psíquicas cessaram e Byelobog parece ter entrado em um estado de morte verdadeira. Alguns de seus rivais certamente alegraram-se com a inatividade do matusalém – entre eles até mesmo outros Tzimisces, partidários de Yorak, sumo sacerdote da catedral de carne.

Kosczceskyu, o negro (cria de Byelobog, abraçado no século IV), um dos mais proeminentes senhores da guerra Tzimisce, Kosczceskyu defende o título de Voivode entre os Voivodes contra todos os adversários enquanto seu pai dorme em torpor. No passado, o próprio Kosczceskyu entrou em torpor e o manto caiu sobre seu irmão mais jovem Noritz. A destruição de Noritz, entretanto, precipitou o despertar deste ancião. Acredita-se que em vida ele foi um Revenante Bratovitch extraordinariamente civilizado, tendo conquistado o abraço através de sua inteligência tática durante os Julgamentos de Guerra promovidos por Byelobog. Sua reputação é de brilhantismo e brutalidade, um líder natural.

Razkoljna – (Tzimisce de 6ª geração) Voivode da Krakóvia. Apoia o sobrinho do atual rei Herman para sucessão, aliada temporária de Russel Hamundr. Razkoljna será forçada ao torpor durante um ataque envolvendo uma coalizão de vários Cainitas mais jovens, incluindo sua própria Cria. Sua ausência proporcionará a oportunidade para que outras forças acumulem poder dentro da Krakóvia.

Lugoj, o açougueiro – (Tzimisce, 6ª geração) Voivode de Gdansk. Talvez a mais bem sucedida cria de Noriz, foi um dos únicos que conseguiu estabelecer um território próprio, independente de seu Senhor. Lugoj ficou feliz com a destruição de Noriz pelas mãos de Russel Hámundr, porém o fato de não ter sido o próprio Lugoj quem destruiu seu criador ainda pesa naquela coisa negra e distorcida que ele costumava chamar de “sua consciência”.

Yitzhak ben Avraham (Brujah de 6ª geração) – Rabino de Szeczin. Yitzhak é um poder relativamente novo na região, com a meta impraticável de unir manter a Szeczin e a Pomerânia estados independentes, livres, como um refúgio para o povo Judeu. Ele apoiou os golpistas e fará bom uso da ausência de ordem para estabelecer sua própria base de influência.

Cainitas do Sacro Império Romano Germânico

Montano - (Lasombra de 4ª geração) Primeira cria do fundador do Clã Lasombra. Ele governa o Castel d’Ombro no principal enclave de poder de seu clã na Sicília. Também é o líder de honra dos Amici Nocti, embora suas ações e pensamentos sejam cada vez mais alienígenas para o resto do clã.

Hardestadt, o velho - (Ventrue de 5ª geração) baseado na Bavaria. É o único Cainita predominante no Sacro Império Romano Germânico. Seu status lhe trouxe muitos inimigos, e ele vem sobrevivendo a várias investidas contra sua não-vida.

Julia Antasia - (Ventrue de 5ª geração) Líder da facção Russeliana em Frankfurt, enviou uma de suas crias para auxiliar Russel Hámundr na Polônia. Ela é uma cainita do Sacro Império Romano que possui uma visão diferente quanto às responsabilidades inerentes ao seu clã – ela vê os Ventrue principalmente como guardiões da civilização e do conhecimento, não como líderes da raça Cainita. Julia Antasia desenvolveu um novo ramo do Caminho da Humanidade.

Lotharius - (Tremere de 5ª geração) Príncipe de Viena; juntamente com Etrius, ele é o guardião do corpo de Tremere enquanto o fundador da linhagem dorme.

Lorde Jürgen de Magdeburg - (Ventrue de 6ª geração) Príncipe de Magdeburg e cria de Hardestadt. Líder dos cavaleiros teutônicos, geralmente age como os braços de Hardestadt, assegurando sua influência ao redor de seu território.

Lucius Cornelius Scipio - (Brujah de 6ª geração) Prometeano nascido e Abraçado durante o Império Romano. Líder de um círculo de Brujah mercadores e outros Cainitas que apoiam a liga hanseatica. Ele acredita que pode construir uma nova Cartago na região, os Brujah sempre acreditam.

Penelope - (Capadócia de 7ª geração) Foi uma escrava espartana durante a antiga Roma. Antiga amante de Lucius e uma de suas mais antigas aliadas; uma fervorosa crente dos ideais Prometeanos.

Poderes Mortais do Sacro Império Romano Germânico

Frederick II – Imperador do Sacro Império Romano Germânico, Rei da Sicília e Nápoles. Um ambicioso e manipulador monarca que recentemente retornou da Terra Santa e vem considerando suas opções de conquista no norte da Itália.

Henry VII – regente da Alemanha. Neto de Henry VI, filho do imperador Frederick II e Constância de Aragão. As águas políticas estão turbulentas, especialistas indicam que poderá opor-se ao seu próprio pai, revoltando-se abertamente.

Gregório IX – Papa. Um reformador, politicamente interessado em expandir e consolidar o poder Papal na Itália e na Polônia. Aliado de Frederick II, mantém suas mãos longe da Alemanha em troca de múltiplas concessões na Itália – ele parece alheio ao fato de que Frederick cobiça o mundo inteiro.

Hermann Von Salza – Grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos. Este pio homem liderou o êxodo de sua ordem em direção ao Leste em 1226. Salza pretende fundar um estado no oriente para que os Cavaleiros Teutônicos governem. Secretamente, é um dos carniçais de Lorde Jürgen Von Verden.

A Corte Viajante de Hardestadt

Todo ano, o líder dos Patriarcas embarca em uma jornada através do Sacro Império Romano para estabelecer corte nos mais importantes domínios em intervalos de tempo regulares. Ele permanece por um ou dois meses em uma determinada cidade resolvendo os problemas que seus aliados enfrentam em seus respectivos domínios. Quando o tempo estipulado para a duração de sua visita chega ao fim, ou no caso de todos os problemas trazidos até seu conhecimento restarem resolvidos, ele levanta a corte e viaja até o próximo domínio.

Ele habitualmente passa os últimos dois meses do ano em seu castelo Bávaro. Lá, ele estuda as extensas notas que tomou durante suas jornadas e prepara a rota para a corte viajante do próximo ano.

O fato de Hardestadt seguir o exemplo do imperador Carlos Magno em seu hábito de manter corte, demonstra o quanto ele está imerso pelas tradições, mas também que ele sabe exatamente quantos inimigos escondem-se junto ao Império. Sendo uma potência viajante e nunca permanecendo no mesmo local por muito tempo, fazem com que Hardestadt seja extremamente difícil de segurar, para qualquer inimigo que queira assediá-lo. Também lhe confere flexibilidade para aparecer em qualquer lugar, a qualquer momento crucial, de modo a usar sua força política para pender os eventos ao seu favor.

Outros vizinhos de Kislansky: a Transilvânia, a Hungria, Budapeste, etc..

Nas escuras florestas da Transilvânia, os voivodes lutam uma guerra de duas frontes, liderada nominalmente por Vladimir Rustovich. De um lado, protegidos pelas névoas dançantes da capela Ceoris, estão os Tremere, feiticeiros do Sangue que se atreveram a estuprar as bênçãos da não-vida, usurpando-as daqueles que eram mais dignos, os próprios Tzimisce. De outro lado restam os Príncipes Ventrue do oeste, representados por Nova Arpad, que já domina a Hungria Ocidental com mão de ferro. Os Tzimisce, por sua vez, são muitos e poderosos, porém sua inabilidade em cooperar entre si – juntamente com a relutante aliança entre seus inimigos – impediu que eles destruíssem qualquer dos rivais como eles já poderiam ter feito há muito tempo.

Até mesmo o sequestro de Nova Arpad, e sua temporária substituição por uma cópia ofuscada, foi pouco para reverter esta situação.  Quando ela finalmente libertou-se, a Ventrue provou-se mais determinada do que nunca a trazer a Transylvania a mercê do oeste. A guerra – ambas as guerras – continuam. Outros conflitos são mais sutis, mas não menos mortais. Na Krakóvia, uma aliança secreta entre o Ventrue Konrad Von Aupfholm e o Tremere Claas Drescher lentamente vem minando o poder de Razkoljna, Príncipe Tzimisce. Em Buda-Pest, o príncipe Ventrue Vencel Rikard permanece impotente. A necessidade de proteger Bulscu, seu Senhor viciado em drogas, das maquinações do “arcebispo” Geza Arpad, príncipe de Esztergom e parente distante de Nova, o deixou incapaz de engajar em quaisquer outras atividades. Apenas a ausência de qualquer ameaça real ao seu poder lhe permitiu manter o governo sob sua cidade. Basilio, o velho, príncipe Lasombra de Sofia na Bulgária, treme de medo enquanto seu amado império Bizantino começa a perder influência sobre sua nação, pois ele prevê que muitos gostariam de lhe negar a autoridade em seu domínio.

            Muito vinha acontecendo – mas nada ainda mudou. Até...

[os acontecimentos das Cruzadas como narrados no livro Bitter Cruzades]

A partir de abril de 1207, Constantinopla passou a ser regida pelo Imperador Alexis, um anti-católico. Este foi um dos principais fatores pelo qual a quarta cruzada saqueou e destruiu a cidade. Durante o ataque, Michael, o matusalém Toreador que governava Constantinopla juntamente com o Tzimisce Dracon e o Ventrue Antonius, recebeu a morte-final através dos incêndios que queimaram Constantinopla por três dias e três noites.

O Tzimisce Gezu, cria de Dracon de Bizâncio e líder da Ordem revenante Obertus, também pereceu durante o cerco, ao tempo que a Biblioteca dos Esquecidos queimou, forçando os Obertus para fora de Constantinopla a procura de novas terras.

Symeon, Senhor de Myca Vykos e cria de Gezu, lentamente vem reorganizando a Ordem Obertus. Devotados como são em catalogar informações, os Obertus compensam o esforço tornando-se os olhos e ouvidos de Symeon através dos territórios. E embora a Ordem permaneça nominalmente a serviço de todos os Tzimisce, muitos Demônios passaram a evitar seus monges, com receio de que suas requisições por informações possam revelar suas agendas e planos secretos para Symeon – ou pior ainda, para Dracon.

Sendo assim, algo que deveria ter se tornado uma grande arma Tzimisce contra os Tremere, virou apenas em mais um fator que danifica a frágil coesão do clã.

A Ofensiva Tremere

Seus primeiros movimentos foram súbitos. Ao comando da bruxa Tremere Virstânia, gárgulas caíram como chuva das nuvens próximas ao solo dos Cárpatos, não meramente para enfrentar as forças Tzimisce que ousam aproximar-se de Ceoris, mas para atacar os Voivodes em seus próprios territórios. Vilas inteiras foram queimadas da face da terra, rebanhos Tzimisce exterminados ou espalhados aos quatro ventos. Tempestades de fúria e velocidade sobrenaturais irromperam através dos céus negros, rudemente ignorando fatores mundanos como o vento ou clima, para esmagar as defesas erguidas apressadamente através da Feitiçaria Koldúnica.

Os Usurpadores não limitaram seu assalto à técnicas místicas. Príncipes Tzimisces e voivodes da Europa Oriental encontram seus agentes assassinados pelas ruas, ou sequer os encontram novamente. Mais de um Monastério isolado dos Obertus foi sitiado, seus carniçais guardiões destruídos e seus segredos saqueados.

Esta situação não pode durar. Os Tremere sabem que os Tzimisce, embora lentos para moverem-se, não permitirão que estes ataques fiquem sem resposta. Os Usurpadores agem o mais rapidamente que podem, determinados a causar o máximo de dano possível a seus inimigos antes que o letárgico Dragão acorde totalmente e a guerra torne-se novamente um conflito aberto.

HUNGRIA, status atual:

As terras que hoje são conhecidas como Hungria foram ocupadas por milênios pelos não-vivos. Inicialmente eram habitadas pelos Celtas e Dácios, e mais tarde, pelos romanos, que a conquistaram e transformaram suas terras nas províncias de Pannonia e Dacia. Por seus recantos selvagens nas floresta, planícies de gramínea e montanhas, estas terras também já eram território de caça dos Gangrel e Tzimisce, que entraram em confronto com os Lasombra e Ventrue que acompanhavam os romanos. Quando os romanos se retiraram por causa da pressão de uma guerra civil e das invasões germânicas do século IV , os Nosferatu e Tzimisce novamente reinaram supremos sobre os cainitas dali, porém nunca se esqueceram de como eles tinham sido uma vez invadidos.

As planícies centrais da antiga Pannonia romana são perfeitas para cavalos, e, nos séculos que sucederam a partida de Roma, essas terras serviram de casa para ondas de povos nômades , como os hunos, búlgaros e ávaros . Carlos Magno esmagou o último bárbaro daquela região em 800 d.C. e estabeleceu ducados eslavos para proteger essas fronteiras. Quando um desses ducados, a Morávia, se rebelou contra o domínio carolíngio durante o reinado do imperador Arnulf, em 892, ele convidou os povos nômades magiares da bacia do rio Don para atacar os morávios em sua retaguarda. Esses magiares eram uma federação de 10 hordas ou tribos que chamavam a si mesmos de “On Ogur”, o nome da qual a palavra " húngaro " foi derivado.

Sob a liderança dos Arpad, sua tribo mais forte, os magiares invadiram a planície do Danúbio e facilmente a ocuparam, destruindo o império da Morávia em 906. Embriagados com o poder, eles se voltaram contra seus anfitriões alemães e derrotaram um exército imperial em 907, ocupando o que havia sido Pannonia. Nos próximos 50 anos, influenciados a partir dos bastidores pelos Brujah que desejavam vingança contra os Ventrue do norte, eles invadiram toda a Europa, até a França, em busca de riquezas e escravos. Essa pilhagem só cessou até que o imperador Otto I esmagou seus exércitos em Lechfeld, no ano de 955, forçando os magiares a estabelecer a construção de um reino dentro de suas próprias terras fronteiras. Não por acaso, esta mudança de comportamento refletia na derrota do Brujah para um dos grandes generais dos magiares, Bulscu, que tinha traído os anciões Brujah e, como recompensa, foi Abraçado junto ao clã Ventrue. Bulscu então retornou para a capital em Buda e criou um refúgio para si nas profundezas de seu castelo. A partir daquele lugar, ele tem dominado e manipulado a dinastia Arpad e garantiu fidelidade da Hungria para com o Ocidente, mantendo em cheque os eslavos e a Igreja Ortodoxa Oriental, bem como seus cainitas.

Ao longo dos próximos 150 anos, a Hungria sofre crises dinásticas como Arpad usurpado Arpad, enquanto nenhuma atrocidade era considerada grande demais para garantir o trono. No entanto, este tempo foi também uma época de consolidação política e social. Na época do rei Ladislau I (1077 - 1095) e seu sucessor Coloman (1095-1116) , a relativa paz que imperava nas estepes permitia que os exércitos magiares expandissem na direção leste dos Cárpatos e além deles, para a Transilvânia. Utilizando os povos Saxões e Szeklers como imigrantes para esse novo territórios, os húngaros colonizaram o local, construindo cidades, castelos, igrejas e dominando os Valáquios locais e o restante dos Dácios. Durante a noite, os Ventrue buscavam dominar governantes mortais da Transilvânia e monopolizar sua sociedade Cainita liderados pelo brilhante Nova Arpad. Obviamente que o conflito com os Tzimisce aqui também não tardou a entrar em ebulição. Mas, sob o comando de reis poderosos e com uma população crescente, a Hungria cresceu no reinado do rei Bela III (1173-1196) tornando-se um dos Estados mais poderosos da Europa, com as receitas reais igualando os reinos da França, inclusive tendo a filha daquele monarca tornado-se esposa de Bela. Sob a influência dessa nova rainha, conceitos franceses de cavalaria e cavalheirismo influenciaram a nobreza Magyar, preparando o terreno para a criação das ordens militares ocidentais.

A partir de 1211, a Hungria é governada pelo rei Andras II, filho mais novo de Bela III e irmão do rei Emeric (1196-1204 ). Andras é um rei fraco, mais interessado na caça de artefatos religiosos e em gastar a riqueza acumulada dos seus antecessores do que em governar. Tão displicente ele é com os recursos de seu reino que a coroa em poucos anos encontra-se empobrecida, deixando-o dependente de seus nobres, os quais ele não é capaz de conter. No ponto que a Hungria torna-se relevante para nossa crônica, o Estado está reduzido a tal estado de anarquia que, em 1213, os nobres rebeldes assassinarão a rainha alemã de Andras, Gertrudes de Meran, irados com a pompa e desperdício de seus cortesãos. Em 1217, buscando restaurar uma medida de autoridade, Andras se compromete a realizar a Quinta Cruzada, porém ele permanece na Terra Santa apenas por alguns meses. No sexto ano de seu reinado, 1211, o rei Andras convida os Cavaleiros Teutônicos para proteger as fronteiras da Transilvânia contra as devastações dos povos Cuman, colonizá-la e converter sua população ao catolicismo. Em troca, ele lhes concede privilégios e imunidades extensivas de tributação. Esta prática continua até 1225, quando o rei se cansa dos problemas causados pelos Teutônicos e expulsa os arrogantes alemães de suas terras (é esse período de 14 anos que é o foco do livro “Under the Black Cross”).

Cainitas da Hungria

Assim como o destino do lobo é um espelho do destino do rebanho que ele caça, assuntos Cainitas espelham aqueles no reino mortal. A outrora brilhante regência dos Ventrue Arpad da Hungria foi abatida por uma série de revezes. Nova Arpad foi capturado e sua aparência foi duplicada, passando a representar outros interesses. O impostor foi capaz de enfraquecer sua posição até que o verdadeiro Nova libertou-se e exigiu vingança (embora o estrago tenha sido feito). Enquanto isso, os caminhos de Bulscu tornaram-se mais e mais sibaríticos, transformando-o de um ancião poderoso em um governante ineficaz. Embora o verdadeira Nova Arpad esteja livre novamente durante o reinado de Andras, sua reputação foi seriamente abalada. Toda essa turbulência deixa a corte húngara aberto à outras influências, principalmente Ocidentais. O Lorde Jürgen infiltrou sua cria, Heinrich von Achern na região, além de ter plantado outros agentes próximos ao rei e em outras áreas da Transilvânia. Heinrich usa o disfarce de um cavaleiro teutônico, aproveitando-se do convite para estabelecer sua influência na corte.

Os Tzimisce , que por muitos anos foram mestres incontestáveis ​​da Transilvânia, viram seu poder corroído pela imigração de saxões e magiares para suas terras natais. A ascensão dos usurpadores Tremere lhes deu um inimigo para lutar, distraíndo-os ainda mais da lenta erosão que ocorre no próprio modo de vida que suporta os voivodatos. Vladimir Rustovitch, um estrategista brilhante e cruel, assumiu os esforços de guerra liderando os Tzimisce daquela região. Ele iniciou uma estratégia para minar a influência Ventrue na corte do Rei Andras, empregando sua cria Kara Lupescu, um descendente da família revenante Vlaszy, uma Magiar ela mesma.

  

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